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Qual a diferença entre varizes e vasinhos?

Qual a diferença entre varizes e vasinhos?

Para quem trabalha muito tempo de pé ou sentado e com pouca atividade física, tende a ver nas pernas o surgimento de um emaranhado de fios vermelhos e arroxeados, doloridos e que deixam as pernas mais pesadas.

As doenças venosas possuem uma classificação que vai de zero a seis, em que 1 são os chamados vasinhos. Chamados de telangiectasias, são veias muito finas e superficiais, nos tons vermelhos e azuis. Já as varizes partem para o tipo dois, com veias dilatadas e tortuosas, bastante visíveis a olho nu.

Vasinhos e varizes

Os vasinhos e as varizes são semelhantes por provocarem um efeito estético desconfortável, mas tratável. Porém essas são as suas únicas semelhanças, já que possuem distribuição, causas e consequências distintas.

Os vasinhos podem surgir em várias regiões do corpo, de forma superficial e que às vezes podem ser sintomas de alguma doença venosa mais grave. Seu tamanho é de cerca de 1 mm de diâmetro e podem ser agrupados, mas sem causar elevações cutâneas. Se caracterizam como finas linhas avermelhadas e azuis, sem apresentar sintomas.

Já as varizes são salientes, tortuosas e grandes como nódulos dilatados, sendo visíveis as elevações cutâneas que causam especialmente nas pernas e pés. Surgem com o refluxo da circulação na região, especialmente nos membros inferiores quando as veias ao tentarem subir o sangue até o coração, não conseguem a pressão necessária ou ficam entupidas, retornando seu fluxo.

Ficar muito tempo sentado ou em pé, obesidade, sedentarismo e genética são as principais causas do surgimento e evolução das varizes. Muita gente acredita que seja apenas um problema estético pelas veias aparentes, mas elas podem causar dores e outros problemas como trombose e até ulceras se não forem tratadas.

Além da aparência, os sintomas das varizes são os vasos inchados, descoloração da pele ao redor, manchas, úlcera, inchaço, câimbra, coceira, síndrome das pernas inquietas entre outros.

Tratamento adequado para vasos e varizes

Cada tipo de classificação das doenças venosas possui um tratamento mais indicado. O tratamento conservador é o uso de medicamentos com uso de meias elásticas compressoras, que impedem o avanço da doença, mas não acaba com os vasos e varizes já existentes.

O mais comum para tratamento de vasinhos é a escleroterapia por agulhas bem finas, com produtos que causam seu ressecamento. Já as varizes utilizam métodos mais elaborados como a cauterização por radiofrequência, laser ou cirurgia, de acordo com o seu tamanho.

A cirurgia tradicional retira as veias por um procedimento simples, mas muito minucioso. Ela pode ser realizada com laser, em que o médico realiza um furo e insere uma fibra ótica na veia. Assim, laser é emitido e faz a coagulação do sangue e consequentemente, fecha o vaso.

A prevenção é a melhor maneira de evitar que os vasos e varizes possam surgir. Comece com uma alimentação que ajude a circulação saudável do sangue, com alto consumo de frutas, verduras, legumes, cereais integrais, ovos e peixes. Quem tem tendência pelo histórico familiar ou por pertencer ao grupo de risco, deve evitar o consumo ou a constância de carnes vermelhas, frituras e bebidas alcoólicas. Atividades físicas e exercícios também são ótimos para a prevenção, mas evite os que são isométricos que realizam muita pressão.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como médico cirurgião vascular e endovascular em Andradina!

Posted by Dr. Fábio Aprigio in Todos
Angiografia: O que é e qual a função do exame?

Angiografia: O que é e qual a função do exame?

A angiografia é um exame que identifica problemas na circulação, para que seja encontrado um diagnóstico definitivo do problema do paciente. O exame não se restringe às pernas e nem à identificação de varizes; o procedimento é usado de forma ampla em várias partes do corpo como coração, cérebro e pulmão.

O exame é invasivo e só é requisitado quando nenhum outro exame conseguiu identificar o diagnóstico com eficiência. Antes de realizá-lo há necessidade de ver se a função dos rins esta boa, uma vez que é injetado contraste dentro das artérias e veias.

Angiografia: um mapa das veias e artérias

Também conhecida como arteriografia (quando feita nas artérias), a angiografia pode ser requisitado em caráter de urgência ou eletivo, para verificação de um suposto problema. O método é minimamente invasivo, mas ainda assim só é requisitado quando extremamente necessário. Ele visualiza o interior da parede das veias e artérias, para verificar se há algum tipo de dano no local especifico.

Sua atuação é como um mapa vascular, capaz de visualizar as anormalidades presentes na área e oferecer um diagnóstico definitivo sobre a doença presente. Para identificar com clareza tudo ao redor das veias e artérias, um contraste rádio opaco é inserido. Mas se houver algum tipo de obstrução, como entupimento de uma região da artéria, a visualização termina nesse ponto, já que o contraste não consegue ultrapassá-lo.

O exame identifica malformações arteriais, aterosclerose e aneurismas, em áreas como cardíacas, cerebrais e renais. Doenças agudas que podem comprometer as artérias, como embolias, acidente vascular cerebral, dissecção aguda e tromboses, são facilmente identificadas pelo angiogafia.

Quais são os tipos de angiografia?

Os tipos de angiografia são:

  • Angiografia cerebral: para identificar na região algum aneurisma, tumor, hemorragia, coágulos e o estreitamento das artérias carótidas.
  • Angiografia cardíaca (“cateterismo cardíaco”): identifica problemas congênitos cardíacos, a presença de coágulos, diminuição e motivo da circulação sanguínea do coração, estreitamento das artérias e alterações dos vasos cardíacos
  • Angiografia pulmonar: avalia tumor no pulmão, embolia, hipertensão pulmonar e malformação
  • Angiografia periférica: Há ainda angiografias abdominais, aórtica, aorto-femoral, carotídea, renal, torácica, flebografia, arteriografia de membros inferiores e superiores e fistulografias.

Como é feita a realização do exame?

O paciente precisa ser preparado para realizar o exame, semelhante a forma de uma cirurgia. É indicado que um familiar acompanhe o paciente durante o procedimento, que deve estar em jejum total de oito horas. Dos medicamentos que devem ser suspendidos estão os anticoagulantes e a metformina. Quem tem algum tipo de alergia precisa de um tratamento prévio devido a possível reação ao contraste, assim como os que possuem disfunção renal e precisam de cuidados especiais.

Um tubo esterilizado muito fino é introduzido na artéria femoral (virilha), mas pode ser em outras áreas do corpo, depois de realizar uma punção que é capaz de abrir um espaço intravascular. Em seguida um aparelho especial faz com que o cateter se movimente até o local que precisa de um mapeamento.

O aparelho fluroscópio é o que permite a visualização transmitida pelo cateter como uma espécie de raio-x mais moderno. O procedimento não é dolorido, mas incômodo e o paciente recebe uma sedação para relaxar mais e permitir que tudo flua adequadamente. Um anestésico é aplicado somente no local onde o cateter será introduzido.

Por fim, o cateter é removido e feito um pequeno ponto no local onde foi feito uma inserção. O paciente fica em observação no local por algumas horas, para então ser liberado com restrições físicas e alimentares.

O risco na realização de uma angiografia é que surjam reações alérgicas ao contraste. Há ainda a possibilidade de surgir um sangramento no local onde foi realizada a punção.

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Como funciona o tratamento esclerosante de vasinhos?

Como funciona o tratamento esclerosante de vasinhos?

A escleroterapia é um tratamento realizado por um cirurgião vascular, para reduzir ou eliminar os vasinhos. Conhecido como aplicação, age ao injetar nas varizes e vasos uma substância química que as resseca.

É possível que o paciente sinta um pouco de dor ou desconforto na introdução da agulha, mas não é preciso anestesia e todo o procedimento dura uma média de uma hora, diretamente no consultório médico. Não é preciso internação e o paciente pode se movimentar normalmente.

Como funciona o tratamento esclerosante de vasinhos?

Os vasinhos são frequentes principalmente na população feminina . As veias ao se tornarem doentes, ficam inapropriadas para a circulação do sangue, que busca veias saudáveis para fazer seu trabalho de drenagem e limpeza do organismo. A escleroterapia serve para obstruir esses vasos evidentes e fazer com que a circulação da região se normalize.

O tratamento esclerosante de varizes pode ser feito para vasinhos, vasos dilatados ou mal formados, cujo primeiro objetivo é estético. Na verdade, essa prática trata de uma doença que pode trazer consequências para o paciente.

O esclerosante pode ser glicose, polidocanol líquido ou em espuma que pode ser aplicado ou injetado na veia a ser tratada. Atuam para alterar a constituição das células do vaso com problemas, fazendo com que ele se contraia e feche. Em seguida, após a aplicação, o médico realiza uma massagem no local e compressão para que não haja hematomas e a veia tratada não forme novas no mesmo lugar.

Seja qual for a substância, ela é diluída no sangue através dos vasos maiores e normais, onde perde seus efeitos. A glicose é a mais comum, exatamente por ser mais lentamente reabsorvida e causar menos efeitos secundários. Já o laser atinge diretamente a hemoglobina das células vermelhas, aumentando sua temperatura ao ponto de causar uma ebulição que fecha o vaso.

Ela não deve ser feita quando os vasinhos presentes estão conectados as veias calibrosas. Para isso, é preciso a realização de um procedimento cirúrgico anterior de retirada da veia.

Cuidados importantes para o tratamento

Para que o tratamento seja bem sucedido é preciso adotar cuidados antes e depois do procedimento. Antes do procedimento, o paciente não deve fazer depilação na área, aplicar cremes nas pernas ou pegar sol. Já após, é indicado o uso de meias compressoras elásticas que vão trazer resultados mais rápidos e evitar o surgimento de novas veias.

Pelo período de três dias, o paciente deve evitar praticar exercícios intensos e que podem causar força e pressão na região. Mas é muito importante verificar como é o atual estilo de vida e fazer as alterações necessárias que incluem atividades físicas constantes com uma alimentação mais rica em nutrientes e com menos gorduras.

Podem surgir queimações localizadas no momento posterior a injeção, mas é um sintoma que desaparece mais rapidamente. Há ainda como efeito colateral o surgimento de pequenas manchas escuras no local da aplicação, hematomas e bolhas, pela fragilidade da região. É raro, mas podem acontecer efeitos alérgicos na aplicação e feridas.

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6 Sinais que podem indicar problemas vasculares

6 Sinais que podem indicar problemas vasculares

Dores nas pernas e a sensação de que estão mais pesadas é apenas um sinal de que podem existir problemas vasculares na região. Presentes na vida adulta do indivíduo, eles são mais frequentes em mulheres causados pela gravidez, uso de anticoncepcionais, reposição hormonal e estilo de vida.

O corpo dá sinais de que algo não vai bem e é preciso ficar atento aos códigos. Dos óbvios vasinhos espalhados pelas pernas, outras informações podem ajudar a identificar problemas vasculares e preveni-los o quanto antes.

Porque começam as dores nas pernas?

O corpo sempre dá sinal de que algo não vai bem com ele. A própria dor é um alerta para alguma lesão ou dano no organismo e que precisa ser verificada e cuidada. Já a dor na perna pode ser proveniente de uma deficiência na circulação arterial ou no retorno do sangue venoso. Enquanto as artérias levam o sangue do coração para alimentar o corpo até o dedo dos pés, as veias o recolhe e o devolve ao coração.

Quando o indivíduo fica muito tempo na mesma posição, seja em pé ou sentado, acaba dificultando o retorno venoso. A consequência imediata é dor, peso e cansaço nas pernas. Pode surgir dilatação venosa (Varizes) fazendo com que o fluxo sanguíneo não flua normalmente e siga um curso retrógrado. Uso de anticoncepcionais, obesidade e gravidez são fatores de risco para seu surgimento.

Atenção aos sinais e sintomas

Confira abaixo alguns sinais significativos que podem indicar problemas vasculares:

  1. Veias tortuosas: elas se tornam visíveis, com uma coloração entre o vinho e o azul, com desenho irregular.
  2. Inchaços: os inchaços são mais comuns no verão, pela retenção de líquidos, mas quando se tornam constantes pode ser um sintoma de problemas vasculares. É um sinal de que a circulação não está fluindo como deveria.
  3. Dores: quando as pernas apresentam dores agudas, em especial quando estão em repouso, pode ser um problema vascular. Elas também podem surgir durante caminhadas e na prática de outras atividades físicas.
  4. Cansaço: o cansaço surge sem explicação e diminui a intensidade das atividades físicas, proporcionando uma sensação de pernas com peso que as impedem de se movimentar.
  5. Coloração da pele: a pele fica com uma ligeira coloração azulada chamada de cianose ou pálida, causada pela falta ideal de oxigênio. As pontas dos dedos, nas extremidades dos membros, podem apresentar cianose, até o aparecimento de lesões espontâneas.
  6. Outros fatores: podem surgir câimbras, formigamentos, insensibilidade nas pernas e temperatura fria na região.

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Neuropatia diabética: saiba mais sobre o problema!

Neuropatia diabética: saiba mais sobre o problema!

A diabetes é uma doença causadora de inúmeros problemas para os portadores, afetando tanto a circulação sanguínea, quanto os nervos. A neuropatia diabética (acometimento dos nervos periféricos devido ao diabetes descontrolado) é um distúrbio complexo, mas muito comum entre os diabéticos. Atinge cerca de 50% de seus portadores. Ele surge pelo aumento considerável da glicose sanguínea, que acaba por atingir os nervos periféricos, lesando-os irreversivelmente.

O paciente pode sentir dores fortes (hiperestesia), dificuldade de se movimentar e diminuição da sensibilidade dos membros.

Como surge a neuropatia diabética?

A média é que 50 a 70% das pessoas com diabetes possam vir a ter algum tipo de neuropatia. Elas podem desenvolver o distúrbio em qualquer momento da doença, mas o avanço da idade e o mau controle da doença são fatores que podem levar ao aparecimento dos sintomas. Logo, quanto mais tempo o paciente tem a doença, maiores serão as chances de apresentar os sintomas de neuropatia diabética, especialmente se os níveis de glicose no sangue não estiverem bem controlados.

Com a glicemia há também uma diminuição do fluxo sanguíneo nos nervos, principalmente nas suas extremidades mais distais como nos membros inferiores. Mas a neuropatia pode atingir qualquer outra parte do corpo, até mesmo o tórax, face e genitais. Os nervos se tornam incapazes de receber e enviar informações do cérebro, fazendo com que os membros reajam inadequadamente.

Os sintomas mais relevantes começam com a falta de reflexo nas articulações, perda de sensibilidade nos pés, mudanças na textura da pele, fraqueza muscular. O paciente pode apresentar ainda queimação, câimbras e formigamento nos membros. É possível que o enfermo também possa ter a  doença e passar muito tempo sem saber de sua existência, por não ter ou perceber os sintomas.

Os sintomas da neuropatia diabética aparecem ou se intensificam a noite, no estado de repouso, prejudicando a qualidade de vida do paciente pela diminuição do sono e a falta de tranquilidade para descansar. A contradição do problema é gerada pela sensibilidade. Ao mesmo tempo em que o paciente pode sentir dor aguda com o simples toque do lençol na região afetada, a perda da sensibilidade é algo muito preocupante. Se o paciente com neuropatia diabética tiver algum tipo de ferida no pé, por exemplo, pode não perceber pela ausência de dor e acabar se transformando numa úlcera com difícil cicatrização. Os casos mais graves do problema podem causar até mesmo a amputação do membro.

A neuropatia diabética é a principal responsável pelas amputações sem traumas, com cerca de 70% dos casos. O que leva a necessidade de um diagnóstico mais rápido e de dedicação ao tratamento para evitar algo tão radical e grave quanto à retirada de um membro.

Cuidados necessários

O paciente de diabetes pode evitar o surgimento da doença, controlando as taxas glicêmicas. Cada paciente tem metas estabelecidas para a quantidade de glicose no sangue, personalizada para acompanhar os diversos fatores que influenciam cada caso.

Mas quando ela acontece, a primeira atitude é aplacar as dores, que são intensas e impactantes. O médico poderá fazer a prescrição de medicamentos, assim como orientar que o paciente realize exercícios regularmente. Há também uma preocupação com os sapatos, que devem ser confortáveis e que evitem causar outras doenças na região, trazendo mais conforto ao paciente.

Afinal, pode ser através dos sapatos ou de sua ausência que o paciente pode apresentar pequenas e imperceptíveis feridas, até se tornarem grandiosas ao ponto de ser necessária a amputação do membro em questão.

O médico pode requisitar a realização de exames neurológicos básicos, que ajudaram a diagnosticar o distúrbio, assim como um exame físico do paciente. O foco são os pés, proporcionando estímulos. E embora os exames sejam rápidos, nem sempre eles são feitos.

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Fístula arteriovenosa (FAV) para hemodiálise: saiba mais

Fístula arteriovenosa (FAV) para hemodiálise: saiba mais

A fístula arteriovenosa (FAV) é um meio de acesso para hemodiálise confeccionado através de uma pequena cirurgia no braço e mais raramente na coxa, em que  é feita uma ligação entre uma pequena artéria e uma pequena veia. Assim, é possível fazer com que ela fique mais grossa e resistente a punções das agulhas de hemodiálise.

Na maioria dos procedimentos para confecção de FAV, não é necessário anestesia geral, geralmente são feitas com anestésico local. O procedimento é indicado para todas as pessoas que precisam fazer hemodiálise.

O que é a fístula arteriovenosa?

A fístula arteriovenosa para hemodiálise chamada de FAV é uma conexão cirúrgica que liga uma artéria  com uma veia superficial que tem a probabilidade de dilatação. Pode ser feita em várias regiões do corpo, mas normalmente ocorre nos membros superiores, como no antebraço e tomando como referência a artéria radial. A escolha da parte do corpo para que o procedimento seja realizado é num primeiro momento o oposto do dominante, sendo direito para canhotos e esquerdo para destros.

Ela é o acesso mais duradouro e seguro para os pacientes que precisam fazer hemodiálise. Diferente dos materiais sintéticos e dos catéteres, a pele se mantém como a melhor barreira contra a entrada de microrganismos que podem gerar infecções. E quando o tratamento é finalizado e as agulhas são retiradas, a área cicatriza-se naturalmente.

Além de cicatrização rápida, o procedimento também tem baixo índice de trombose, assim como a possibilidade de adquirir outras doenças. Porém, ela não impede que algumas punções sejam dolorosas e nem o surgimento de complicações na área. Nem todas as pessoas podem realizar o FAV, as principais restrições a confecção das FAVs são a dimensão da veia  ou a obstrução das artérias. Pacientes obesos, diabetes e de idade mais avançada também apresentam muita dificuldade para confecção da FAV.

Quando o paciente não possui uma fístula arteriovenosa é aplicada anestesia local para inserir um cateter de hemodiálise diretamente na virilha, pescoço ou tórax. A opção é temporária até que seja realizada uma FAV, já que o procedimento pode trazer infecções e trombose da veia.

Como é feita a fístula arteriovenosa (FAV)?

As artérias são vasos sanguíneos elásticos e resistentes ligados ao coração, que sofrem ramificações que vão diminuindo seu calibre até se tornarem capilares. Já as veias também transportam sangue, mas vindos do corpo para o coração. Mais finas e frágeis, porém com maior poder de dilatação, as veias não precisam de tanta resistência já que o sangue não é bombeado e portanto a pressão na veia é muito menor.

Ao ligar uma artéria e uma veia, haverá importantes alterações, principalmente nas veias já que elas começam a receber uma pressa intensa e constante vinda da artéria, fazendo com que expandam sua parede e se tornam mais resistente, conforme o objetivo do FAV.

Dentre as vantagens do uso da FAV estão o risco reduzido de infecções, o acesso rápido a circulação sanguínea e o uso dos braços após as sessões de hemodiálise. Já as desvantagens referem-se à necessidade de punção, de realizar uma hemóstase, é preciso um tempo maior de maturação (tempo da confecção até inicio da diálise) e risco de sangramento.

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Trombose venosa e arterial: entenda a diferença

Trombose venosa e arterial: entenda a diferença

O objetivo desse artigo é levar o leitor a entender a diferença entre trombose venosa e trombose arterial, além de conhecer os riscos e o tratamento para cada uma.

Você sabe o que é trombose?

Antes de tudo, entendamos o que é trombose. Trata-se de um evento decorrente da formação de coágulos nos vasos sanguíneos.

A formação de coágulos, ou trombos, é um processo natural do organismo humano. Trata-se de uma defesa contra a perda de sangue excessiva, que pode levar à morte.

Quando o indivíduo sofre um corte, a reação é o sangramento, mas logo o organismo reage através do sistema de coagulação. As plaquetas convergem em direção ao ferimento, onde formam o trombo, evitando que o sangramento continue.

Não havendo mais essa necessidade, o trombo se dissolve, voltando ao normal. Alguns indivíduos, no entanto, podem possuir distúrbios que levam à formação de trombos espontaneamente, sem que tenha havido sangramento. Eventualmente, fragmentos desses trombos se desprendem e são levados pela circulação, podendo afetar diversos órgãos e levar até mesmo à morte ou à amputação de membros.

Quando os trombos se instalam nos pulmões, chama-se embolia pulmonar, que é a obstrução dos vasos pulmonares. Podem ser responsáveis, também, por casos de isquemia cerebral.

Entre os fatores de risco para trombose estão a imobilidade prolongada, os longos períodos com movimentação limitada, as terapias de reposição hormonal, as varizes, o uso de anticoncepcionais, o fumo, a predisposição genética, a idade avançada,o colesterol alto, o sedentarismo,  a obesidade entre outras.

Diferença entre trombose venosa e arterial

O próprio nome já define bem a diferença. A trombose venosa é aquela que ocorre nas veias e a arterial nas artérias. As artérias saem do coração para levar nutrientes e oxigênio aos tecidos. As veias fazem o fluxo contrário e leva o sangue de volta ao coração para que o sangue possa ser novamente bombeado para o corpo.

A trombose venosa acomete em 90% dos casos os membros inferiores e tem como público preferencial as pessoas com idade avançada, com problemas genéticos, usuárias de anticoncepcionais, fumantes ou acometidas por enfermidades como tumores, insuficiência cardíaca, traumatismos, infecções graves, etc.

Já no caso da trombose arterial, as maiores vítimas são diabéticos, hipertensos e fumantes. A trombose arterial é mais perigosa que a venosa, pois acarreta a falta de sangue nos tecidos. Sem nutrientes e oxigênio, o indivíduo pode desenvolver gangrena dos tecidos, o que pode levar à necessidade de amputação do membro.

A trombose venosa pode levar à embolia pulmonar e à morte e a trombose arterial pode levar a perda de membros e à morte também.

Como evitar e tratar?

O tratamento é feito à base de medicamentos anticoagulantes, que reduzem o risco, a reincidência e a ocorrência de sequelas.

Mais importante que o tratamento, no entanto, é a prevenção, combatendo os fatores de risco, sendo a principal ação recomendada a prática regular de exercícios físicos.

Além disso, os usos de meias de compressão durante viagens longas, evitar ficar muito tempo imóvel, e consultar o médico regularmente fazem parte da prevenção da trombose venosa.

Agora que você já sabe a diferença entre trombose venosa e arterial, cuide-se.

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Como evitar o surgimento de varizes e vasinhos?

Como evitar o surgimento de varizes e vasinhos?

Os vasinhos são pequenos vasos que se tornam visíveis abaixo da pele, tendo a cor avermelhada. As varizes são mais graves: veias maiores são afetadas, e aparecem sob a pele com cor azulada. Não sendo tratado, o quadro pode se agravar, contribuindo para a ocorrência de hipertensão venosa nos membros inferiores.

O paciente pode acabar, inclusive, sofrendo com insuficiência venosa profunda, quadro que pode levar a pessoa a desenvolver dor e peso nas pernas. Trombose também pode ocorrer. Além disso, a questão estética deve ser considerada.

A boa notícia é que para ambos os casos há tratamento. O melhor, no caso de qualquer doença, é prevenir. Os sintomas não são nada agradáveis, sendo os mais comuns: dores tipo peso e cansaço nas pernas, coceira, desconforto, inchaço e alterações na pele.

Vale lembrar que, embora a incidência em mulheres seja bastante superior, são os homens que correm o maior risco. Além de não se prevenirem, costumam buscar atendimento médico quando a doença está numa fase mais avançada. Um dos motivos para essa procura tardia pelo especialista pode ser a preocupação menor com o fator estético se comparados às mulheres.

Evitando o surgimento de varizes e vasinhos

A ocorrência de varizes e vasinhos está associada à predisposição genética. De qualquer forma, é possível adotar práticas preventivas. Pessoas que tenham predisposição devem começar o quanto antes.

A predisposição genética é evidenciada pela ocorrência de casos na família. Além disso, fatores como sedentarismo, tabagismo, consumo de anticoncepcionais e ficar longos períodos em pé ou sentado contribuem para o aparecimento das varizes.

Abaixo, algumas medidas preventivas que todos devem tomar:

  1. Pratique atividade física: Falar em atividade física é redundante. No caso das varizes, o principal benefício é o fortalecimento dos músculos, sobretudo da panturrilha, que, ao se contrair, faz com que o sangue seja bombeado com mais vitalidade das pernas em direção a o coração, evitando o acúmulo nos vasos.
  2. Controle o peso: Controlar o peso também é recomendado. No caso das varizes essa necessidade está ligada ao fato de que a gordura acumulada aumenta a pressão sobre os vasos, principalmente nos membros inferiores e na região abdominal.
  3. Atenção aos anticoncepcionais: Mulheres que usam anticoncepcionais devem ter atenção redobrada com as varizes. Esses remédios contêm progesterona e estrogênio, hormônios que dilatam as veias, e que dificultam o fluxo sanguíneo entre as pernas e o coração. Se não for possível evitar as pílulas, é preciso intensificar outros cuidados.
  4.  Use meias de compressão: As meias de compressão diminuem a pressão gravitacional sobre os vasos sanguíneos,  e assim facilita o retorno do sangue da perna ao coração.
  5.  Abandone o cigarro: Substâncias como a nicotina aumentam a viscosidade do sangue e dificultam a circulação.
  6.  Evite ficar muito tempo na mesma posição: Ficar muito tempo na mesma posição, seja sentado ou em pé, aumenta a pressão gravitacional sobre as veias. Para quem trabalha parado na mesma posição, recomenda-se levantar a cada duas horas e caminhar, inclusive fazendo exercício de contração da panturrilha, que consiste em erguer-se sobre as pontas dos dedos.
  7.  Alimentação adequada: Para evitar varizes e vasinhos, é recomendada uma boa alimentação, com dieta que inclua frutas, principalmente as que melhoram a circulação (laranja e limão), além de verduras, legumes, cereais integrais, peixes, ovos e carne branca. Evite frituras, leite, bebidas alcoólicas e carnes vermelhas.

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Doença carotídea: diagnóstico e tratamento

Doença carotídea: diagnóstico e tratamento

A doença carotídea extracraniana(também chamada como estenose da carótida) é um quadro que afeta as artérias carótidas. Essa patologia leva a obstrução ou estreitamento dessas artérias que são as maiores responsáveis pelo fluxo sanguíneo cerebral.

A estenose da carótida consiste na 3ª causa  mais comum para o desenvolvimento do AVC (Acidente Vascular Cerebral) – doença que leva a morte de mais de 50 milhões de indivíduos em âmbito global por ano.

A seguir, através do artigo você conhecerá mais sobre essa moléstia, as suas causas, o diagnóstico e tratamento.

Causas e sintomas da doença carotídea

A doença ocorre quando há acúmulo de gordura nas artérias que atuam no transporte de corrente sanguínea para o cérebro, ou seja, nas artérias carótidas.

O nome do processo que leva à concentração de placas de gordura em tais artérias é conhecido como aterosclerose e pode acometer não só elas, mas também todas as artérias do corpo.

Quando são afetadas, as artérias ficam mais estreitas e rígidas, o que dificulta a passagem sanguínea e o resultado disso é carência de nutrientes e oxigenação para algumas estruturas do cérebro.

De início, dificilmente a doença apresenta algum sintoma. É comum que ela já se manifeste com os Acidentes Isquêmicos Transitórios (AITs) ou AVCs (Acidentes Vasculares Cerebrais), sendo os principais sintomas deles:

  • Falta de compreensão, argumentação ou dificuldade para falar;
  • Fraqueza ou dormência em um ou em ambos os lados da face/corpo;
  • Visão prejudicada;
  • Perda de equilíbrio e/ou tontura;
  • Fortes dores de cabeça sem outras causas aparentes.

Como diagnosticar a doença carotídea?

O diagnóstico é realizado por meio de médicos especialistas, como cirurgiões endovasculares e vasculares, angiologistas e neurologistas. Geralmente, a primeira atitude relacionada ao diagnóstico é a realização de um exame físico. Além disso, também são efetuadas análises clínicas do paciente e de seu histórico médico/familiar.

Exames específicos devem ser solicitados para comprovar a suspeita de estenose de carótida, sendo o principal exame de triagem o ultrassom doppler das carótidas. Se comprovada a estenose, posteriormente o médico pode optar por exames mais específicos como a angiografia cerebral ou a angiotomografia computadorizada de carótidas.

Lembre-se ainda que, ao notar qualquer sintoma ou sinal de AVC/AIT, o recomendado é procurar atendimento médico emergencial.

Os principais fatores de risco para desenvolvimento da doença são: diabetes, hipertensão, tabagismo, níveis altos de triglicerídeos e colesterol, histórico na família, obesidade, idade elevada, maus hábitos alimentares e sedentarismo.

Tratamento da doença carotídea

O tratamento da doença carotídea tem como principal objetivo a prevenção de AITs e acidentes vasculares cerebrais (AVCs). Porém, a escolha do método adequado irá depender do tamanho e tipo de obstrução das artérias.

Os pequenos bloqueios não muito graves  podem ser facilmente tratados por meio da mudança de hábitos e de estilo de vida. Neste sentido, o médico pode recomendar a prática de exercícios físicos, a adoção de uma alimentação equilibrada e a redução no consumo de sal, bebidas alcoólicas e fumo.

Medicamentos para diminuição dos níveis de colesterol e pressão também podem ser prescritos.

Por outro lado, estenoses mais graves devem ser tratados por meio da remoção das placas das artérias. O mais comum procedimento cirúrgico para a estenose de carótida é a endarterectomia de carótida, que visa à remoção das placas de gordura por meio de uma pequena incisão na região do pescoço.

Atualmente, também dispomos do tratamento endovascular (por cateterismo) para estenose de carótida. Esse tratamento é realizado em ambiente especial e consiste na colocação de “Stent” vascular para a dilatação da artéria.

Cada caso deverá ser avaliado pelo médico especialista e este em conjunto com o paciente e familiares, deverá propor o melhor tratamento para caso.

Agora você já conhece tudo sobre a doença carotídea, assim como métodos para identificá-la e como realizar o tratamento.

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O que é e como prevenir o aneurisma de aorta?

O que é e como prevenir o aneurisma de aorta?

Aneurismas são dilatações nas paredes de um vaso sanguíneo. Eles costumam acometer o cérebro, já que o aneurisma cerebral é o mais frequente. Porém, eles podem ocorrer em qualquer artéria do corpo humano, e um dos mais frequentes é, na verdade, o aneurisma de aorta. Também é muito um dos mais graves, já que um aneurisma é silencioso,  podendo romper e causar uma hemorragia e levar a morte.

Na Aorta o aneurisma é classificado segundo sua localização, ou na aorta torácica, ou na aorta abdominal. Isso porque a aorta é a maior artéria do corpo e abrange toda a região do coração até a pélvis. Quando a dilatação se instala em alguma parte dela, o fato de ser mais para cima(torácica) ou mais para baixo(abdominal) define a nomenclatura. Dentre os dois tipos, o mais comum é o aneurisma da aorta abdominal.

Na maioria das vezes, não há qualquer sintoma que denuncie a existência do aneurisma. Por isso, ele é comumente identificado através de exames de imagem, como raios-X ou ultra-som,  que foram pedidos por qualquer outro motivo, ou devido a uma consulta de check-up. Quando existe um sintoma, geralmente o aneurisma consiste em uma sensação de pulsação forte na região abdominal. A dor pode se intensificar ou não. No caso da aorta torácica, os sintomas podem ser bem mais variados, e incluem dor torácica, rouquidão, dificuldade em engolir, tontura, fadiga, falta de ar e outros.

Causas e prevenção do aneurisma de aorta

A principal causa relacionada ao aneurisma é a aterosclerose, que surge com o acúmulo de gordura dentro das artérias e em suas paredes. Isso tem bastante a ver com alimentação incorreta, altas taxas de colesterol e obesidade, entre outros. Ainda assim, nem sempre há um motivo claro para o surgimento de um aneurisma.

Portanto, a prevenção desse e qualquer tipo de aneurisma têm mais a ver com deixar as artérias saudáveis do que com fórmulas mágicas. São cuidados importantes para evitar que o colesterol ou outras gorduras prejudiquem as artérias:

  • Não fume
  • Faça exercícios físicos regularmente
  • Faça check-ups frequentes, e não deixe de ir ao médico
  • Confira e mantenha sua pressão normalizada
  • Confira e mantenha seu colesterol normalizado
  • Diminua as gorduras e o sal no cardápio
  • Mantenha o peso ideal para sua altura
  • Caso tenha diabetes, trate-a corretamente

Esses hábitos são saudáveis e importantes para a prevenção de diversas doenças além do aneurisma.

Tratamentos

Caso você seja diagnosticado com um aneurisma de aorta, o médico responsável indicará uma cirurgia que recompanha a aorta ou substitua a área afetada por um enxerto sintético. Se o aneurisma for pequeno e não apresentar riscos, ele pode ser apenas acompanhado de perto com exames regulares. De uma forma ou de outra, o acompanhamento médico é essencial para evitar complicações.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como médico cirurgião vascular e endovascular em Andradina!

Posted by Dr. Fábio Aprigio in Todos