doença carotídea

Doença carotídea: diagnóstico e tratamento

A doença carotídea extracraniana(também chamada como estenose da carótida) é um quadro que afeta as artérias carótidas. Essa patologia leva a obstrução ou estreitamento dessas artérias que são as maiores responsáveis pelo fluxo sanguíneo cerebral.

A estenose da carótida consiste na 3ª causa  mais comum para o desenvolvimento do AVC (Acidente Vascular Cerebral) – doença que leva a morte de mais de 50 milhões de indivíduos em âmbito global por ano.

A seguir, através do artigo você conhecerá mais sobre essa moléstia, as suas causas, o diagnóstico e tratamento.

Causas e sintomas da doença carotídea

A doença ocorre quando há acúmulo de gordura nas artérias que atuam no transporte de corrente sanguínea para o cérebro, ou seja, nas artérias carótidas.

O nome do processo que leva à concentração de placas de gordura em tais artérias é conhecido como aterosclerose e pode acometer não só elas, mas também todas as artérias do corpo.

Quando são afetadas, as artérias ficam mais estreitas e rígidas, o que dificulta a passagem sanguínea e o resultado disso é carência de nutrientes e oxigenação para algumas estruturas do cérebro.

De início, dificilmente a doença apresenta algum sintoma. É comum que ela já se manifeste com os Acidentes Isquêmicos Transitórios (AITs) ou AVCs (Acidentes Vasculares Cerebrais), sendo os principais sintomas deles:

  • Falta de compreensão, argumentação ou dificuldade para falar;
  • Fraqueza ou dormência em um ou em ambos os lados da face/corpo;
  • Visão prejudicada;
  • Perda de equilíbrio e/ou tontura;
  • Fortes dores de cabeça sem outras causas aparentes.

Como diagnosticar a doença carotídea?

O diagnóstico é realizado por meio de médicos especialistas, como cirurgiões endovasculares e vasculares, angiologistas e neurologistas. Geralmente, a primeira atitude relacionada ao diagnóstico é a realização de um exame físico. Além disso, também são efetuadas análises clínicas do paciente e de seu histórico médico/familiar.

Exames específicos devem ser solicitados para comprovar a suspeita de estenose de carótida, sendo o principal exame de triagem o ultrassom doppler das carótidas. Se comprovada a estenose, posteriormente o médico pode optar por exames mais específicos como a angiografia cerebral ou a angiotomografia computadorizada de carótidas.

Lembre-se ainda que, ao notar qualquer sintoma ou sinal de AVC/AIT, o recomendado é procurar atendimento médico emergencial.

Os principais fatores de risco para desenvolvimento da doença são: diabetes, hipertensão, tabagismo, níveis altos de triglicerídeos e colesterol, histórico na família, obesidade, idade elevada, maus hábitos alimentares e sedentarismo.

Tratamento da doença carotídea

O tratamento da doença carotídea tem como principal objetivo a prevenção de AITs e acidentes vasculares cerebrais (AVCs). Porém, a escolha do método adequado irá depender do tamanho e tipo de obstrução das artérias.

Os pequenos bloqueios não muito graves  podem ser facilmente tratados por meio da mudança de hábitos e de estilo de vida. Neste sentido, o médico pode recomendar a prática de exercícios físicos, a adoção de uma alimentação equilibrada e a redução no consumo de sal, bebidas alcoólicas e fumo.

Medicamentos para diminuição dos níveis de colesterol e pressão também podem ser prescritos.

Por outro lado, estenoses mais graves devem ser tratados por meio da remoção das placas das artérias. O mais comum procedimento cirúrgico para a estenose de carótida é a endarterectomia de carótida, que visa à remoção das placas de gordura por meio de uma pequena incisão na região do pescoço.

Atualmente, também dispomos do tratamento endovascular (por cateterismo) para estenose de carótida. Esse tratamento é realizado em ambiente especial e consiste na colocação de “Stent” vascular para a dilatação da artéria.

Cada caso deverá ser avaliado pelo médico especialista e este em conjunto com o paciente e familiares, deverá propor o melhor tratamento para caso.

Agora você já conhece tudo sobre a doença carotídea, assim como métodos para identificá-la e como realizar o tratamento.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como médico cirurgião vascular e endovascular em Andradina.

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Dr. Fábio Aprigio

Posted by Dr. Fábio Aprigio