Neuropatia diabética: saiba mais sobre o problema!

A diabetes é uma doença causadora de inúmeros problemas para os portadores, afetando tanto a circulação sanguínea, quanto os nervos. A neuropatia diabética (acometimento dos nervos periféricos devido ao diabetes descontrolado) é um distúrbio complexo, mas muito comum entre os diabéticos. Atinge cerca de 50% de seus portadores. Ele surge pelo aumento considerável da glicose sanguínea, que acaba por atingir os nervos periféricos, lesando-os irreversivelmente.

O paciente pode sentir dores fortes (hiperestesia), dificuldade de se movimentar e diminuição da sensibilidade dos membros.

Como surge a neuropatia diabética?

A média é que 50 a 70% das pessoas com diabetes possam vir a ter algum tipo de neuropatia. Elas podem desenvolver o distúrbio em qualquer momento da doença, mas o avanço da idade e o mau controle da doença são fatores que podem levar ao aparecimento dos sintomas. Logo, quanto mais tempo o paciente tem a doença, maiores serão as chances de apresentar os sintomas de neuropatia diabética, especialmente se os níveis de glicose no sangue não estiverem bem controlados.

Com a glicemia há também uma diminuição do fluxo sanguíneo nos nervos, principalmente nas suas extremidades mais distais como nos membros inferiores. Mas a neuropatia pode atingir qualquer outra parte do corpo, até mesmo o tórax, face e genitais. Os nervos se tornam incapazes de receber e enviar informações do cérebro, fazendo com que os membros reajam inadequadamente.

Os sintomas mais relevantes começam com a falta de reflexo nas articulações, perda de sensibilidade nos pés, mudanças na textura da pele, fraqueza muscular. O paciente pode apresentar ainda queimação, câimbras e formigamento nos membros. É possível que o enfermo também possa ter a  doença e passar muito tempo sem saber de sua existência, por não ter ou perceber os sintomas.

Os sintomas da neuropatia diabética aparecem ou se intensificam a noite, no estado de repouso, prejudicando a qualidade de vida do paciente pela diminuição do sono e a falta de tranquilidade para descansar. A contradição do problema é gerada pela sensibilidade. Ao mesmo tempo em que o paciente pode sentir dor aguda com o simples toque do lençol na região afetada, a perda da sensibilidade é algo muito preocupante. Se o paciente com neuropatia diabética tiver algum tipo de ferida no pé, por exemplo, pode não perceber pela ausência de dor e acabar se transformando numa úlcera com difícil cicatrização. Os casos mais graves do problema podem causar até mesmo a amputação do membro.

A neuropatia diabética é a principal responsável pelas amputações sem traumas, com cerca de 70% dos casos. O que leva a necessidade de um diagnóstico mais rápido e de dedicação ao tratamento para evitar algo tão radical e grave quanto à retirada de um membro.

Cuidados necessários

O paciente de diabetes pode evitar o surgimento da doença, controlando as taxas glicêmicas. Cada paciente tem metas estabelecidas para a quantidade de glicose no sangue, personalizada para acompanhar os diversos fatores que influenciam cada caso.

Mas quando ela acontece, a primeira atitude é aplacar as dores, que são intensas e impactantes. O médico poderá fazer a prescrição de medicamentos, assim como orientar que o paciente realize exercícios regularmente. Há também uma preocupação com os sapatos, que devem ser confortáveis e que evitem causar outras doenças na região, trazendo mais conforto ao paciente.

Afinal, pode ser através dos sapatos ou de sua ausência que o paciente pode apresentar pequenas e imperceptíveis feridas, até se tornarem grandiosas ao ponto de ser necessária a amputação do membro em questão.

O médico pode requisitar a realização de exames neurológicos básicos, que ajudaram a diagnosticar o distúrbio, assim como um exame físico do paciente. O foco são os pés, proporcionando estímulos. E embora os exames sejam rápidos, nem sempre eles são feitos.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como médico cirurgião vascular e endovascular em Andradina!

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Dr. Fábio Aprigio

Posted by Dr. Fábio Aprigio